Estudo revela que salmões expostos à cocaína nadam mais longe

Uma pesquisa realizada pela Universidade Griffith, na Austrália, em parceria com a Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, revelou que os salmões expostos à cocaína podem nadar distâncias significativamente maiores do que o habitual. O estudo, publicado na última segunda-feira (20), destaca como a droga, frequentemente encontrada em cursos d’água, afeta o comportamento dos peixes em seus habitats naturais.

Os cientistas capturaram 100 salmões do tipo atlântico no lago Vättern, na Suécia, e administraram doses de cocaína e de benzoilecgonina, um metabólito da droga. Após o tratamento, os pesquisadores monitoraram os movimentos dos peixes e descobriram que aqueles sob efeito da substância nadaram 1,9 vezes mais longe em comparação aos que não tiveram contato com a droga. Além disso, os peixes expostos à cocaína conseguiram percorrer até 12,3 quilômetros a mais.

Preocupação com o meio ambiente

Marcus Michelangeli, do Instituto de Rios Australianos da Universidade Griffith, expressou sua preocupação com as mudanças no comportamento animal: “Qualquer alteração antinatural no comportamento dos animais é motivo de preocupação.” Ele também alertou sobre o aumento das concentrações de substâncias ilícitas e farmacêuticas nos rios.

O uso de cocaína tem crescido globalmente, com a onu reportando que cerca de 25 milhões de pessoas consumiram a droga em 2023. Este aumento se reflete na contaminação das águas, que, segundo os cientistas, representa um “risco grande e crescente para a biodiversidade”.

Desafios para o tratamento de esgoto

O professor Michael Bertram, da Universidade Sueca de Ciências Agrícolas, ressaltou a necessidade urgente de aprimorar o tratamento e o monitoramento do esgoto. “Nosso estudo indica que as drogas não são apenas uma questão social, mas também um desafio ambiental”, concluiu.

O estudo traz à tona a importância de abordar a contaminação das águas e suas consequências para a vida aquática, enfatizando a necessidade de ações eficazes para proteger os ecossistemas.

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.