Irã sinaliza fechamento do Estreito de Ormuz se EUA não suspenderem bloqueio naval
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou nesta sexta-feira (17) a decisão da República Islâmica de reabrir completamente o Estreito de Ormuz à navegação comercial. A medida ocorre em um momento de trégua no Oriente Médio, em meio a tensões entre o Irã e os Estados Unidos.
Uma autoridade iraniana alertou que o país poderá reverter essa abertura se o presidente dos EUA, Donald Trump, mantiver o bloqueio naval na região. A declaração foi feita pela agência de notícias Fars, que descreveu a continuidade das restrições como uma forma de “chantagem”.
Trump, em uma postagem na rede social Truth Social, afirmou que o bloqueio aos portos iranianos permanecerá até que um acordo de paz seja finalizado. Ele expressou gratidão ao governo iraniano pela liberação do estreito durante o cessar-fogo entre Líbano e Israel. O presidente dos EUA enfatizou que o bloqueio seguirá em vigor até que as negociações estejam “100% concluídas”, indicando que a maioria dos pontos já foi discutida.
Além disso, Trump mencionou que o Irã teria concordado em não fechar novamente o Estreito de Ormuz, garantindo que a rota não seria utilizada como uma arma contra a comunidade internacional. Essas afirmações, no entanto, não foram corroboradas por representantes do governo iraniano.
Abertura do Estreito
Em sua declaração, Araqchi destacou que, em alinhamento com o cessar-fogo no Líbano, a passagem estará “totalmente aberta” para todos os navios mercantes durante a vigência do acordo. Ele especificou que as embarcações seguirão a rota previamente coordenada com a Organização Portuária e Marítima do Irã.
A reabertura do Estreito de Ormuz representa um passo significativo rumo à pacificação da região, uma vez que essa questão é uma das principais demandas dos Estados Unidos nas negociações em curso.
