Líbano denuncia violação de cessar-fogo por Israel horas após início da trégua
O Exército do Líbano denunciou, na noite de sexta-feira (17), violações do cessar-fogo estabelecido por Donald Trump. O acordo, que começou a vigorar às 18h (horário de Brasília), foi imediatamente desafiado por bombardeios israelenses. Em resposta, o Hezbollah confirmou que lançou ataques contra soldados israelenses.
A trégua, que teve início à meia-noite no horário local, surge em um momento em que Washington intensifica esforços para encontrar uma solução pacífica para a guerra com o Irã. O governo americano enfatiza que um acordo de paz só será viável com um cessar-fogo efetivo no Líbano.
O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã. O envolvimento do Líbano se deu em 2 de março, após o lançamento de foguetes pelo Hezbollah contra Israel. Desde então, os ataques israelenses resultaram na morte de mais de duas mil pessoas e no deslocamento de pelo menos um milhão. Além disso, as tropas israelenses invadiram o sul do Líbano.
Negociações em andamento
Trump revelou que a trégua foi resultado de “excelentes” negociações entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun. As partes iniciaram conversas de paz em Washington dois dias antes do cessar-fogo.
Na terça-feira (14), os embaixadores dos dois países se reuniram em Washington para discutir os termos das negociações, que não ocorriam há mais de 40 anos. Netanyahu afirmou que o fortalecimento de Israel é um fator que levou os países a se unirem em busca de um acordo. Na quarta-feira (15), ele destacou que o principal objetivo das negociações é o “desmantelamento” do Hezbollah.
Possibilidade de extensão
Na quinta-feira, os Estados Unidos indicaram que o cessar-fogo poderia ser prolongado, caso um acordo fosse alcançado. O entendimento enfatiza que as forças de segurança do Líbano possuem a responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do país, sem que outros grupos ou nações reivindiquem esse papel.
Com as tensões ainda elevadas, o futuro das negociações permanece incerto, mas a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.
