FMI aumenta previsão de crescimento da economia brasileira para 1,9% em 2026

O Fundo Monetário Internacional (fmi) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira para 2026, agora estimada em 1,9%, superando a previsão anterior de 1,6% feita em janeiro. Esse ajuste positivo é atribuído ao impacto da guerra no Oriente Médio, que, segundo a instituição, deve beneficiar o Brasil, um exportador líquido de energia.

O FMI também ressaltou a matriz energética limpa do país como um fator que o protege da instabilidade global. “É relevante mencionar que o Brasil possui uma alta proporção de energia renovável, o que contribui para mitigar os efeitos da crise”, afirmou Petya Koeva-Brooks, vice-diretora do Departamento de Pesquisa do FMI, durante uma coletiva de imprensa.

O relatório intitulado Perspectivas da Economia Mundial (WEO) indica que o Brasil está amparado por uma base econômica robusta. Os dados mostram que o país possui um nível adequado de reservas internacionais, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, amplas reservas de liquidez do governo e um câmbio flexível.

Entretanto, apesar do otimismo para 2026, o FMI reduziu a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2027, que agora é de 2%, em comparação aos 2,3% projetados anteriormente. A instituição alerta que, no próximo ano, o Brasil enfrentará os efeitos de uma desaceleração da demanda global, aumento nos custos de insumos, incluindo fertilizantes, e condições financeiras mais restritivas.

Cenário internacional

O panorama do Brasil se destaca em meio a um cenário global complexo. Em decorrência da instabilidade causada pelo conflito no Oriente Médio, o FMI diminuiu sua previsão de crescimento mundial para 3,1% em 2026.

Na América Latina e no Caribe, a previsão teve uma leve alta, alcançando 2,3%, impulsionada por países exportadores de commodities. Contudo, o FMI alertou sobre a desigualdade na região: enquanto nações como Brasil e Venezuela (com crescimento projetado de 4%) se beneficiam, as economias menores são as mais impactadas negativamente pela crise global.

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