Israel afirma ter desmantelado programas nuclear e de mísseis do Irã, segundo Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado (11) que o país destruiu os programas nuclear e balístico do Irã. A declaração foi feita em um momento de negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que ocorrem no Paquistão.
Em um discurso transmitido pela televisão, Netanyahu afirmou que a recente guerra contra o Irã não apenas desmantelou suas instalações nucleares, mas também enfraqueceu o regime iraniano e seus aliados na região. “Alcançamos uma situação em que o Irã não possui mais nenhuma instalação de enriquecimento em funcionamento”, declarou.
O premiê também destacou que os Estados Unidos e Israel desempenharam um papel crucial ao impedir que o Irã desenvolvesse uma bomba nuclear, com um ataque realizado em junho de 2025, que foi seguido pela atual campanha militar, iniciada em 28 de fevereiro.
Netanyahu mencionou que a guerra mais recente começou após informações de inteligência que indicavam que o ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, buscava expandir os programas nucleares e de mísseis. “Não poderíamos permanecer inertes. Tomamos uma atitude”, afirmou.
O primeiro-ministro também criticou a liderança iraniana, que, segundo ele, tem ameaçado Israel por décadas. “Eles desejavam nos sufocar, mas agora somos nós que os sufocamos. Eles nos ameaçavam com a aniquilação e agora lutam para sobreviver”, disse.
Propostas de paz no Líbano
No que diz respeito ao Líbano, Netanyahu revelou que o país expressou interesse em um potencial acordo de paz com Israel. “Eu dei a minha aprovação, mas com duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e um acordo de paz real que perdure por gerações”, relatou.
Na sexta-feira (10), a presidência libanesa anunciou uma reunião com Israel em Washington na próxima semana, com o objetivo de discutir um cessar-fogo na guerra. Os confrontos entre o Hezbollah e as forças israelenses começaram em 2 de março e, desde então, provocaram a morte de pelo menos 2.020 pessoas em ataques israelenses no Líbano, incluindo 248 mulheres, 165 crianças e 85 profissionais de saúde, conforme dados do Ministério da Saúde libanês.
