Irã afirma que cessar-fogo no Líbano integra plano de 10 pontos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira (8) que o cessar-fogo no Líbano é uma das condições essenciais do país em um plano de 10 pontos voltado para negociações com os Estados Unidos, conforme reportado pela agência Isna. Durante uma conversa telefônica com o presidente francês, Emmanuel Macron, Pezeshkian enfatizou a importância de um cessar-fogo, ressaltando que essa exigência foi aceita por Donald Trump como uma proposta “viável” para dialogar com Teerã.

Reação ao ataque

Após os recentes ataques no Líbano, uma fonte do governo iraniano informou à agência Tasnim que o Irã está considerando a possibilidade de se retirar do acordo temporário. Segundo essa fonte, a suspensão de ataques em todas as frentes, incluindo ações contra o Líbano, faz parte do plano de cessar-fogo de duas semanas mediado pelos Estados Unidos. O governo iraniano classificou as ações militares ocorridas como uma violação do tratado.

Em resposta aos ataques, as Forças Armadas do Irã iniciaram a identificação de alvos para uma possível retaliação. A mesma fonte declarou que o país não hesitará em usar a força se os Estados Unidos não conseguirem controlar as ações de Israel na região. “Caso os EUA não consigam manter seu cão raivoso sob controle, o Irã, excepcionalmente, os ajudará nessa questão, e isso será feito pela força”, afirmou a fonte.

Posição de Israel

Após os ataques ao sul do Líbano, Israel anunciou que o país não está incluído no cessar-fogo com o Irã, que é um dos apoiadores do Hezbollah. Conforme a Agência Nacional de Informações (ANI), houve diversos ataques a cidades no sul libanês. Um dos ataques atingiu um edifício na região de Tiro, pouco depois que o exército israelense emitiu uma nova ordem de evacuação para essa área.

O coronel Avichay Adraee, porta-voz do exército israelense em árabe, também instruiu os moradores de uma vasta área entre a fronteira israelense e o rio Zahrani, a aproximadamente 40 km ao norte, a deixarem suas casas, afirmando que “a batalha continua”. Atualmente, as forças israelenses ocupam parte do sul do Líbano.

O cenário de tensão na região continua a se agravar, com as partes envolvidas se preparando para possíveis desdobramentos em meio a um contexto de negociações delicadas.

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