Irã concorda com cessar-fogo e sinaliza reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas
O Irã concordou em aceitar um cessar-fogo após um pedido do Paquistão aos Estados Unidos para adiar um “ultimato” ao país persa por duas semanas. A decisão foi anunciada pelo novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.
O governo iraniano também informou que as partes devem retomar as negociações na próxima sexta-feira, dia 10, em Islamabad, para discutir os detalhes do acordo, que poderão ser prorrogados mediante consenso mútuo.
O representante iraniano Seyed Abbas Araqchi declarou que é viável garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz durante esse período, com a colaboração das Forças Armadas do Irã.
A proposta de cessar-fogo inclui os seguintes pontos:
- Suspensão de todas as sanções, tanto primárias quanto secundárias.
- Pagamento integral de indenizações ao Irã.
- Liberação de todos os ativos iranianos que estão congelados.
Decisão de Trump
A iniciativa do Irã ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na noite de terça-feira, 7, o término do “ultimato” que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, fechado desde 28 de fevereiro devido ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em uma postagem em sua plataforma Truth Social, Trump explicou que a decisão foi tomada após conversas com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e o Marechal de Campo Asim Munir, que pediram a suspensão do envio de forças ao Irã.
A solicitação do Paquistão foi feita formalmente nesta quarta-feira, quando Sharif pediu a Trump que prorrogasse o prazo por duas semanas. “Para que a diplomacia possa prosseguir, peço sinceramente ao presidente Trump que estenda o prazo. O Paquistão, com toda a sinceridade, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas como um gesto de boa vontade”, afirmou Sharif em uma publicação nas redes sociais.
