Irã acusa Trump de incitação a crime de guerra e se declara preparado para enfrentar ameaças dos EUA
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta severo nesta terça-feira (7), afirmando que “toda uma civilização morrerá” no Irã se o regime não atender ao seu ultimato. As declarações de Trump foram feitas em sua plataforma Truth Social, onde ele expressou sua preocupação, mas também uma determinação alarmante.
O embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, respondeu às ameaças, considerando-as “irresponsáveis” e “extremamente alarmantes”. Ele afirmou que as palavras de Trump “deixam claro sua intenção de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.
Preparação militar
O vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, declarou que o país está preparado para todas as possibilidades em relação a um possível conflito com os Estados Unidos e Israel. Aref ressaltou que a segurança nacional e a integridade das infraestruturas foram meticulosamente planejadas. “Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, afirmou em uma mensagem postada no X (antigo Twitter).
As tensões aumentaram após Trump reiterar, durante um evento de Páscoa na Casa Branca, que não estenderia o prazo de dez dias concedido ao Irã para avançar nas negociações de paz, que se encerraria nesta terça-feira. “Eles me pediram tempo e eu concedi dez dias. Não vamos mudar o prazo final novamente”, afirmou Trump, adicionando que “todo o inferno será liberado contra o Irã sem um acordo de cessar-fogo até esta data”.
Suspensão das negociações
Nesta terça, o Irã anunciou que interromperia as negociações com os Estados Unidos e informou ao Paquistão que não participaria mais de conversas sobre um cessar-fogo. A decisão foi confirmada por três altos funcionários iranianos ao jornal New York Times. Não foram divulgados detalhes sobre os motivos para a suspensão ou quaisquer condições para a retomada das discussões.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, buscando evitar uma escalada do conflito, solicitou a Trump que prorrogasse o prazo por mais duas semanas. “Para permitir que a diplomacia siga seu curso, peço sinceramente ao presidente Trump que estenda o prazo. O Paquistão, com toda a sinceridade, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas como um gesto de boa vontade”, publicou Sharif no X.
Intermediação do Paquistão
O Paquistão tem atuado como intermediário nas propostas entre o Irã e os Estados Unidos, mas, até o momento, não há sinais de um entendimento entre as partes. A situação permanece tensa, sem indicações imediatas de que o diálogo possa ser retomado.
