Chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã é assassinado em bombardeio
Morte de líder iraniano em ataque
O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo atribuído a Israel e aos Estados Unidos na manhã desta segunda-feira (6). A informação foi confirmada pela corporação, que descreveu o incidente como um “ataque terrorista criminoso”.
De acordo com a nota oficial, “o general Majid Khademi, destacado dirigente da Organização de Inteligência do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica, foi martirizado no ataque do inimigo americano-sionista ao amanhecer”. Khademi, um veterano do regime iraniano, dedicou aproximadamente 50 anos de sua vida à Guarda Revolucionária.
Conflito em escalada
O ataque que resultou na morte de Khademi ocorre em um contexto de intensificação do conflito, que começou com ofensivas conjuntas de EUA e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, a guerra já deixou milhares de vítimas e impactou severamente os mercados globais, além de interromper rotas marítimas essenciais e elevar os preços dos combustíveis.
Ambos os lados do conflito têm atacado alvos civis, levando a alertas sobre possíveis crimes de guerra, conforme indicado por especialistas em direito internacional e pela onu.
Ameaças mútuas
A ofensiva mais recente acontece em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu devastar a infraestrutura civil do Irã caso o país não reabra o Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte de energia. Em resposta, o Irã advertiu que retaliará com ataques “muito mais devastadores” caso Trump cumpra suas ameaças.
Atualmente, o Irã está praticamente bloqueando o Estreito de Ormuz, o que tem elevado os preços do petróleo e do gás, além de levar diversas nações a adotarem medidas para mitigar os impactos econômicos.
A situação continua a se desenrolar, com as tensões entre as nações se intensificando a cada dia.
