Irã libera passagem de navios de ajuda humanitária pelo Estreito de Ormuz

O governo do Irã anunciou a permissão para a passagem de embarcações que transportam bens essenciais e ajuda humanitária pelo Estreito de Ormuz, conforme comunicado do ministro da Agricultura, Homan Fathi, divulgado pela agência de notícias Tasnim. O documento solicita que sejam fornecidas instruções adequadas para a travessia das embarcações e pede o envio de uma lista dos navios prontos para a travessia, a fim de facilitar a coordenação das operações.

Essa autorização foi dada no mesmo dia em que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo de 48 horas para que um acordo fosse alcançado ou para que o Estreito de Ormuz fosse aberto, uma rota crucial para o transporte global de petróleo. Trump alertou que, caso não haja progresso nas negociações, o Irã enfrentará graves consequências. “Lembrem-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz. O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno caia sobre eles”, declarou Trump.

Reação iraniana

O comando militar do Irã respondeu à ameaça de Trump, rejeitando o ultimato e classificando-o como uma “ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida”. O general Ali Abdollahi Aliabadi, do Quartel-general Central Khatam al-Anbiya, enfatizou que o país não se submeterá a pressões externas.

Importância do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é vital para o mercado global de energia, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo. Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam diariamente por essa passagem, representando uma parte significativa do consumo global. Qualquer bloqueio ou aumento de tensão na região pode impactar diretamente os preços internacionais da commodity.

O canal é também crucial para o transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL), com cerca de 20% do GNL negociado mundialmente transitando por suas águas, principalmente oriundo do Catar.

Discussões na onu

Na próxima semana, o Conselho de Segurança da ONU deverá votar uma resolução proposta pelo Barein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. Diplomatas informaram que, embora a data ainda não tenha sido anunciada, a China, membro com poder de veto, já manifestou sua oposição a qualquer autorização para uso da força. A resolução em discussão prevê a utilização de “todos os meios defensivos necessários” para garantir a segurança da navegação na região.

Com agências internacionais e Estadão Conteúdo

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