Presidente da Sociedade Islâmica é preso por imigração nos EUA
O presidente da Sociedade Islâmica de Milwaukee (ISM), Salah Sarsour, foi detido pela agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) nesta segunda-feira, conforme informações divulgadas pela mesquita nesta quinta-feira (2). Segundo um comunicado no site da ISM, Sarsour, que é palestino-americano, foi abordado enquanto dirigia e levado a um centro de detenção em Chicago antes de ser transferido para outro em Indiana.
Silêncio das autoridades
O ICE e o Departamento de segurança Interna, do qual a agência faz parte, não comentaram o episódio. A ISM, que é a maior mesquita de Wisconsin, destacou que Sarsour, de 53 anos, é um residente permanente legal nos EUA há mais de 30 anos e cresceu na Cisjordânia, região ocupada por Israel. A mesquita afirmou que a detenção de Sarsour é motivada por sua origem palestina e muçulmana, além de sua defesa dos direitos palestinos.
Histórico de detenção
O Milwaukee Journal Sentinel relatou que Othman Atta, diretor-executivo da ISM, afirmou que os documentos de deportação de Sarsour se baseiam em sua prisão na adolescência por autoridades israelenses, sob a acusação de ter prestado apoio a extremistas. Atta mencionou que Sarsour foi condenado em um tribunal militar israelense, o que levanta preocupações sobre a imparcialidade desses processos.
De acordo com o grupo de direitos humanos israelense B’Tselem, os tribunais militares na Cisjordânia têm uma taxa de condenação de 96% e frequentemente utilizam tortura para obtenção de confissões.
Repressão à imigração
A detenção de Sarsour ocorre em um contexto de crescente repressão à imigração sob o governo do ex-presidente Donald Trump, que tem sido alvo de críticas por grupos de direitos humanos. Essas entidades afirmam que as ações do governo configuram violações do devido processo legal e da liberdade de expressão, criando um ambiente hostil para as minorias nos Estados Unidos.
