Irã apresenta exigências para cessar conflitos com os EUA

A tensão no Oriente Médio continua sem sinais de alívio, com mais de um mês de conflitos que afetaram a economia global e resultaram em milhares de mortes. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta terça-feira (31) que o país está aberto a encerrar a guerra com Israel e os Estados Unidos, desde que sejam asseguradas garantias contra futuras agressões. “Estamos dispostos a pôr fim a este conflito, contanto que nossas condições essenciais sejam atendidas, especialmente as garantias para evitar novas hostilidades”, afirmou Pezeshkian durante uma conversa telefônica com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Apesar dos esforços diplomáticos, o cenário permanece crítico. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ressaltou que os próximos dias serão “decisivos” e que as negociações com o Irã “estão se intensificando”. O conflito se agravou após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos dos EUA e de Israel, o que provocou uma reação do grupo militante Hezbollah, que lançou foguetes em direção a Israel em 2 de março.

Na segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, fez uma ameaça ao Irã, indicando que os EUA poderiam atacar instalações energéticas iranianas se as negociações não avançassem rapidamente. Ele também exigiu que Teerã desbloqueasse imediatamente o Estreito de Ormuz, uma rota crucial que, antes da guerra, transportava cerca de um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.

O conflito, que começou oficialmente em 28 de fevereiro, não mostra sinais de resolução, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.

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