Embaixada dos EUA na Venezuela reabre após sete anos
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas voltou a funcionar nesta segunda-feira (30), após um período de sete anos sem relações diplomáticas, conforme anunciou o Departamento de Estado. O restabelecimento das atividades foi comunicado em 5 de março, mas, até agora, as interações diplomáticas eram realizadas de maneira remota, a partir da embaixada localizada em Bogotá.
O comunicado oficial destacou: “Iniciamos formalmente as operações na Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, o que marca uma nova fase em nossa presença diplomática na Venezuela.” A diplomata americana Laura Dogu está na Venezuela desde janeiro e sua equipe trabalhou na preparação da missão em Caracas.
A nota também ressaltou que a reabertura da embaixada é um passo importante na execução do plano em três etapas do ex-presidente Donald Trump para a Venezuela. Esse plano visa facilitar um diálogo direto com o governo interino venezuelano, a sociedade civil e o setor privado.
Após a derrubada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, o governo de Trump anunciou um foco inicial na estabilização econômica, priorizando a recuperação do setor de petróleo, seguido pela atração de investimentos estrangeiros e, por fim, uma transição política. O secretário de Estado Marco Rubio indicou ao Congresso que essas fases poderiam ocorrer simultaneamente.
Embaixada da Venezuela em Washington
Paralelamente, a Venezuela também reassumiu sua embaixada em Washington, conforme relatos nas redes sociais. O vice-ministro para a América do Norte, Oliver Blanco, publicou um vídeo na semana passada em que aparece na sede da missão diplomática, ao lado do encarregado de negócios, informando sobre reuniões no Departamento de Estado para “explorar oportunidades de fortalecimento da relação bilateral”.
Recentemente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a autorização de transações econômicas para facilitar a reabertura da missão venezuelana. Após a queda de Maduro em 3 de janeiro e a posse de sua substituta, Delcy Rodríguez, os Estados Unidos começaram a suspender sanções ao setor petrolífero do país. Ao mesmo tempo, Caracas implementou reformas legais no setor e libertou presos políticos.
Delcy Rodríguez, que recebeu elogios públicos de Trump, está atualmente reformulando o governo e as estruturas de segurança interna. Washington continua controlando as receitas da venda do petróleo venezuelano, mantendo-as em uma conta sob sua supervisão. Além disso, no Caribe, há uma flotilha encarregada de destruir o que os EUA classificam como “narcolanchas”, operações controversas que já resultaram em pelo menos 163 mortes.
Recentemente, Maduro e Flores compareceram duas vezes a um tribunal em Nova York, com a última audiência ocorrendo na quinta-feira passada. O presidente venezuelano enfrenta diversas acusações, incluindo conspiração para o “narcoterrorismo”, importação de cocaína, posse de armamentos e conspiração relacionada a essas armas.
