Irã exigirá autorização militar para navegação no Estreito de Ormuz
O governo do Irã anunciou que, a partir de agora, a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz será coordenada exclusivamente por órgãos militares e de segurança do país. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, em uma mensagem no Telegram, onde ele destacou que embarcações consideradas “hostis” terão seu trânsito bloqueado.
Essa decisão ocorre em um contexto de 30 dias de conflito, que Araghchi caracteriza como uma “violação flagrante do direito humanitário” e da soberania iraniana. O ministro também mencionou que a insegurança e o bloqueio parcial no canal são consequências diretas da agressão militar liderada por Estados Unidos e Israel.
Em uma conversa telefônica com o chanceler da Grécia, Giorgos Gerapetritis, Araghchi informou que Teerã implementou medidas para controlar o tráfego marítimo, com o intuito de evitar que “agressores e seus aliados” utilizem a via para ações militares contra o Irã.
Além disso, o chanceler iraniano emitiu um alerta aos países vizinhos que abrigam forças estrangeiras, afirmando que o Irã manterá operações defensivas contra as origens de ataques, incluindo bases militares e instalações logísticas localizadas em territórios de terceiros na região.
Em resposta, Gerapetritis expressou sua “profunda preocupação” em relação aos impactos econômicos e de segurança da guerra, manifestando a esperança de que a estabilidade na região seja rapidamente restaurada. A Grécia, que conta com uma das maiores frotas mercantes do mundo, é especialmente vulnerável a restrições de navegação em rotas estratégicas como a do Estreito de Ormuz.
