Trump ameaça ações contra o Irã se Estreito de Ormuz não for aberto em 48 horas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato de 48 horas ao Irã para que o país abra o Estreito de Ormuz. Caso contrário, ele ameaçou atacar e destruir as usinas elétricas iranianas. “Se o Irã não abrir completamente, sem ameaças, o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas, os Estados Unidos atacarão e destruirão suas diversas usinas elétricas”, declarou Trump em suas redes sociais, ressaltando que o ataque inicial seria direcionado à maior instalação.
Apoio internacional
A advertência de Trump coincide com a declaração de mais de 20 países, que se mostraram dispostos a auxiliar na liberação do estreito, uma passagem vital entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, que serve como fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. Este posicionamento surgiu após o presidente americano criticar seus aliados, chamando-os de covardes e afirmando que a OTAN é um “tigre de papel” sem o apoio dos EUA.
“Estamos prontos para contribuir com os esforços adequados para garantir a passagem segura pelo estreito”, afirmaram os 22 países, que incluem nações europeias, além dos Emirados Árabes Unidos e Bahrain.
Condenação aos ataques iranianos
Em um comunicado conjunto, o grupo de países condenou veementemente os recentes ataques do Irã a navios mercantes desarmados no Golfo, assim como os ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás. “O fechamento do Estreito de Ormuz é inaceitável”, disseram.
O estreito está fechado desde o início de março, após os Estados Unidos e Israel realizarem ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Retórica agressiva
Além da ameaça contra as usinas elétricas, Trump afirmou que os Estados Unidos “varreram o Irã do mapa”. Ele comentou que a liderança iraniana foi eliminada e que suas forças armadas estão em péssimas condições. “Eles não têm absolutamente nenhuma defesa e querem fazer um acordo”, completou.
Na última sexta-feira (20), Trump expressou que não busca um cessar-fogo com o Irã. “Você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o adversário”, afirmou em entrevista na Casa Branca.
