Keisuke Honda, o craque japonês que chega com status de ídolo ao Botafogo

Experiente meia vem como maior contratação desde a saída de Seedorf e aflora paixão do torcedor glorioso.

O japonês Keisuke Honda já está no Rio de Janeiro. O habilidoso meia desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na tarde desta sexta-feira (07), com uma grande festa da torcida alvinegra. Milhares de torcedores lotaram o saguão de desembarque do aeroporto para recepcionar o jogador no #AeroHonda. Trouxe na mala muita esperança de títulos e bons resultados para o Alvinegro, certamente é o que a torcida espera.

O meia de 33 anos, nascido em Osaka (JAP), já rodou o mundo do futebol e conta com muita experiência. Teve seu melhor momento da carreira em passagens por dois gigantes europeus: CSKA (RUS) e Milan (ITA). Todavia, o atleta já teve passagens por México, Austrália e Holanda e participou de três Copas do Mundo.

A empolgação e otimismo que toda a massa alvinegra deposita no simpático japonês é notória. A expectativa é extremamente positiva e a festa está sendo montada assim como em 2012, quando o holandês Clarence Seedorf aceitou jogar no Botafogo e comandou a equipe ao título carioca de 2013 e a vaga da Libertadores.

Exemplo de toda essa espera foi o aumento do número de sócios-torcedores em 400% logo no dia do anúncio oficial da vinda do jogador nipônico. A meta do Fogão é chegar a 40 mil sócios até o final do mês, o mesmo número que o clube tinha em 2017 – ano em que a equipe disputou a Libertadores pela última vez.

Além do mais, camisas do jogador se esgotaram em poucas horas nas lojas oficiais do clube em General Severiano, forçando novos pedidos às pressas para a fornecedora Kappa. O Alvinegro também anunciou 30 mil camisas especiais em homenagem ao meia.

A apresentação oficial aconteceu na manhã deste sábado (08). O megaevento teve, além da apresentação oficial no campo do Estádio Nilton Santos, jogo amistoso do sub-17 do clube, coletiva de imprensa do atleta e shows do DJ Pelé e MC G15. O clube convocou sua torcida nas redes sociais.

Toda essa expectativa, que atrai até a imprensa internacional, tem um motivo: carência de títulos. Dos quatro grandes do Rio de Janeiro, o Botafogo é o que está há mais tempo sem conquistar um título brasileiro e internacional. Desde 1995 a equipe não levanta o caneco no Brasil e o único título internacional da Estrela Solitária é de 1993, na extinta Copa Conmebol.

Honda vem pressionado para levar o Glorioso a tempos de glórias e ele sabe. A torcida clama por novos Garrinchas, Niltons Santos ou Túlios Maravilhas, que comandou o título brasileiro de 95. Faltam títulos e ídolos, o torcedor é carente. Mais do que isso, a torcida gloriosa só quer colocar sua paixão para o mundo ver, sem ter que falar de falta de salários, de acertos financeiros, falcatruas de dirigentes ou de novela Botafogo S/A.

Se Keisuke Honda vai render em campo e se tornará ídolo não dá para sabermos. Entretanto, uma certeza eu tenho: Honda despertou o melhor momento do torcedor alvinegro, quando ele é protagonista da película Botafogo de Futebol e Regatas.

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