Bem vinda, segunda

A gênese de uma coluna e de um (pseudo) redator.

Nascer é doloroso.

Há quem diga o contrário, mas não é.

Você sai da sua zona de conforto e adentra num universo totalmente diferente do seu.

Inclusive, organicamente.

Fazer nascer uma coluna jornalística é, no mínimo, “deliciosamente doloroso”.

A delícia se manifesta no ato de poder escrever e a dor na (im)possibilidade de, nem sempre, poder falar tudo o que deseja. (In)felizmente a vida é assim.

A proposta deste espaço que nasce é poder entreter a cada um, obviamente, mas ao mesmo tempo, informar e nunca – eu disse nunca. Meu Deus, que arriscado – deixar cada um permanecer em sua zona de conforto.

Se você é leitor das colunas deste jornal eletrônico perceberá que em alguns momentos os assuntos aqui retratos poderão ter conexão com os abordados por outros colunistas e isso não é coincidência.

Estamos sempre juntos discutindo as questões do cotidiano da forma mais ampla possível e há cooperação entre os assuntos – nem sempre na verdade, preciso ser honesto – para que a leitura se torne interdisciplinar.

Eu não ia fazer isso mas vou apresentar algumas colunas de forma breve:

  • Adalberto informa: O cara é ótimo em prestar informações acerca do entretenimento e economia no município do Rio de Janeiro;
  • Economia na Prática: O Felipe sempre surge com as melhores opções de educação financeira para pessoas e empresas
  • Cidade Sustentável: Nem precisa falar muito. O nome da coluna diz por si só. Não deixem de passar lá e verem as novidades;
  • Educação em Foco: A Fabiana mete bronca e expõe a realidade da educação no Brasil;
  • Res publica para o público: A Julinha traduz pra gente um pouco o que é a Administração Pública e como ela funciona;
  • Direito Coletivo: A Tatiana é uma daquelas super mulheres que possuem uma visão social macro especializando-se sempre em como proteger a coletividade;
  • Inspira!: A Helloá fala um pouco de como podemos preservar a nossa saúde mental uma vez que já sofreu da síndrome de Burnout;
  • Rio Esportivo: O Danilo fala do que o carioca mais gosta: esporte!;
  • Direito Direto: O Escritório Lenice & Pontes Advogados apresenta semanalmente para o público o Direito de forma simples, prática e rápida; e,
  • Ponto de Equilíbrio: Escrito pelo Walter Leiras, crítico político e formador de opinião sempre aborda de forma única as situações mais sensíveis relacionadas aos Três Poderes.

Como podem ver, a heterogenia presente é grande e isso nos faz fortes e capazes de trazer para todos o melhor da informação.

Bem, eu “to” aqui falando, falando, falando e até agora não disse do que essa coluna se trata exatamente.

Eu digo: Não sei.

Mas, “pera”, como não sabe?

Pois é!

A proposta aqui é abrir um espaço de bate-papo e interação. Na verdade, vocês lerão e quem se sentir interessado, poderá falar aqui nos comentários que responderei. Não será um diálogo propriamente dito mas a ideia é essa.

Me deixa angustiado essa coisa de só falar, falar, falar em não ter um retorno do leitor. Pode parecer estranho mas é como se estivesse falando com o vazio, pois não tenho a interação em tempo real.

Pensando bem, seria impossível ter essa interação em tempo real. Esse jornal alcança, em média, mais de 500 mil pessoas por dia. É muita gente.

Gente.

Eu vi tanto gente hoje.

Eu falei com tanta gente hoje.

Eu vi tanta gente nas ruas.

Hoje é 12 de fevereiro de 2020. Naturalmente você lerá essa matéria dias depois, mas chove forte no Rio.

Minas, São Paulo e Rio passam por uma grande chuva e vimos várias pessoas perdendo seus bens por causa das enchentes causados pelo clima. Pessoas pobres. Gente pobre.

Passei pela Avenida Chile, voltando de uma audiência no TRT (Tribuna Regional do Trabalho), – sim eu sou advogado também -, e há uma passarela que liga um lindo prédio ao edifício da Petrobrás.

Ali embaixo há um odor de sobrevida. Não consigo denominar aquele cheiro.

Há anos eu o sinto ali. Anos!

Não muda. Com a chuva que tem feito, só se agrava a condição de sobrevivência daquelas pessoas.

Tem gente (sobre)vivendo ali embaixo. Há anos!

O programa chamando Centro Presente tirou os moradores de rua das vistas dos turistas na Avenida Rio Branco, Praça XV, entre outros locais, e aqueles (agora) adornam a paisagem da Presidente Vargas, compõem o cenário dos viadutos e tornam-se invisíveis as nossas vistas acostumadas com a rotina diária.

Veja bem, não critico o programa Centro Presente. Pelo contrário, é o mínimo que se pode esperar do Ente Público: segurança.

Me critico e te chamo a me criticar junto comigo uma simples pergunta: por qual motivo eu não parei o meu trajeto, me dirigi aos meus pares e não ofereci ajuda?

Respondo prontamente que tinha que pegar a barca para poder chegar em Niterói o mais rápido possível para almoçar, pois estava com fome e minha sócia me esperava.

Mas, os meus pares, embaixo da ponte, não estavam com fome também?

Me sinto um pouco hipócrita em escrever isso. Assunto batido. Assunto antigo. Discurso démodé.

Segui meu rumo, não ajudei ninguém. Estou no conforto da minha casa redigindo essa matéria com a minha refeição já pronta. São 20 horas e 01 minuto.

Finalizo esse texto me questionando: o que posso fazer para não ser tão insensível para com as pessoas em situações de vulnerabilidade? E você, leitor, o que pode fazer?

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