Os mesmos erros, esperando resultados diferentes

A Subserviência em larga escala do “bolsonarismo” e a relativização da política fracassada.

Há exatamente um ano, Jair Bolsonaro chegava ao segundo turno das eleições presidenciais. O seu discurso contundente, repleto de falácias e bravatas, conquistou os corações dos eleitores amargurados com a política nacional.

Suas promessas de que vinha combater privilégios e fortalecer as ações de combate à corrupção viraram a indicação do seu filho Eduardo para a Embaixada Americana, acompanhada de um protecionismo diante do STF para conseguir salvar o seu filho Flavio no caso Queiroz.

O presidente polarizou tanto que ficou sozinho. Com as suas opiniões binárias, fez suas caneladas ficarem mais frequentes, e sua miopia não o deixou enxergar os verdadeiros problemas que estavam por vir.

Seus eternos aliados lhe viraram as costas muito antes do imaginado: seu amigo Bebianno, o MBL, os governadores Doria e Witzel e os generais Mourão e Heleno. E por incrível que pareça, a lista aumenta a cada dia: até o próprio ídolo do Jair, o presidente Trump, não lhe defendeu para conseguir um espaço importante no comércio internacional, como era esperado.

No cenário de terra arrasada, sua única arma é continuar a relativizar os problemas no lugar de buscar soluções. Cada vez mais isolado, hoje até o seu partido, o PSL, ele já mandou esquecer; é o retrato de um capitão que não escuta suas tropas e não sabe como reverter o cenário catastrófico que ele mesmo ajudou a construir.

As redes sociais dos seus filhos e apoiadores restantes foram o que sobrou junto com os robôs na missão impossível de defender o indefensável. Não entendendo que uma mentira mesmo que seja dita mil vezes não irá se tornar uma verdade, a verdade é que Bolsonaro se tornou seu maior adversário e sabotador.

O que lhe resta é o sonho num futuro distante já plantado de uma possível reeleição em 2022. Jair Bolsonaro conseguiu dividir para conquistar, mas, ao mesmo tempo, não soube multiplicar. Agora, o presidente começa a enxergar que seu maior inimigo será o tempo, que é implacável e não tolera erros. Pelo contrário: uma vez escritas nas páginas do tempo, suas falhas se acumulam, e ficam expostas para que todos a leiam, e, cada vez mais, se convençam de não seguir ao próximo capítulo.

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