A pandemia da desinformação

Bolsonaro mente, mas a verdade sempre chega.

 

Contra fatos, não há argumentos. Esse velho ditado, tão verdadeiro quanto necessário, parece ter sido esquecido por Jair Bolsonaro. O Presidente, que se elegeu em cima de uma rede de mentiras e inimigos imaginários, agora usa do pânico das pessoas como palco para inflar mais desinformação e fake news.

Bolsonaro, a despeito do grave panorama internacional que se instaura em decorrência da doença – que vai desde a queda na Bolsa de Valores até a morte de milhares de pessoas -, teve coragem de declarar que o coronavírus não passava uma “fantasia”.

No dia seguinte, colocou seu filho para dizer à mídia que havia sido diagnosticado com o COVID-19, apenas para desmentir depois, insinuando que a imprensa era quem teria mentido.

A irresponsabilidade do Presidente em fazer uma declaração desse tipo é um desrespeito com as milhares de pessoas, a nível mundial, que se encontram presas em suas casas com medo da morte. Bolsonaro se inspira em seu ídolo maior, Donald Trump, outro falastrão que nega problemas óbvios até as últimas consequências, como fez com o próprio COVID-19 até ver sua população adoecer. Embora saibamos que ambos jamais irão assumir seus erros, os Chefes de Estado são diretamente responsáveis pela epidemia de desinformação que faz com que mais e mais pessoas sejam contaminadas mundo afora – afinal, quem somos nós para duvidar de um presidente?

A necessidade bolsonarista de estar sempre em guerra o pôs em conflito até mesmo com a verdade. Na ânsia de estar sempre do lado da polêmica, Bolsonaro fica do lado da mentira, sem medir as próprias consequências. Desta vez, a consequência é a perda de vidas. Me questiono se o Presidente consegue dormir à noite. Tenho certeza que os que perdem dinheiro, trabalho, patrimônio, saúde e entes queridos não conseguem.

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