O que esperar de Bolsonaro?

O Presidente enfrentará grandes desafios em 2020 na tentativa de emplacar uma agenda liberal que nunca lhe fez parte

Em 2020 completamos um ano de governo Bolsonaro, após uma eleição conturbada que dividiu novamente o país. Depois de um início de mandato marcado por uma relação não harmoniosa com o Congresso, diversas polêmicas em diversas áreas e mudanças na filosofia da administração pública, o presidente inicia o segundo ano de governo em busca de uma marca.

O primeiro ano termina com saldo positivo na economia. Os principais indicadores apontam para a retomada da economia, mesmo que tímida, a taxa de juros atingiu o menor patamar histórico e, ainda, foram gerados mais de um milhão de empregos com carteira assinada.

É bom registrar que a administração colhe frutos da boa gestão do Governo Temer nessa área, inclusive com diversos integrantes no atual alto escalão.

O Governo enfrentou difíceis provas como a reforma da Previdência, a Liberdade Econômica e o Pacote Anticrime, apesar de desidratado no Congresso. No entanto, o ano de 2020 reserva muitos desafios para o governo federal.

O presidente Jair Bolsonaro entrou em rota de colisão e cindiu com o partido pelo qual se elegeu, o PSL, e criou um novo, o Aliança pelo Brasil, que ainda não decolou e pode não estar apto a disputar as eleições municipais deste ano.

As investigações sobre o seu filho Flávio Bolsonaro avançam no Rio de Janeiro e o Presidente não adota uma postura imparcial para o caso. Disputas com ex-aliados e com outros poderes, especialmente o Legislativo, deverão se repetir no Congresso.

As fichas do Governo estão todas na economia, já que não houve grandes avanços  em outras áreas, algumas delas contaminadas pelos discípulos olavistas que insistem em trazer mídia negativa ao Governo a todo momento.

Desafios

Entre os principais desafios do Planalto para o próximo ano estão a reforma Tributária e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, que dará maior autonomia legislativa e tributária aos estados e municípios, além da busca por uma bandeira social.

Já no início do segundo ano da gestão Bolsonaro algumas trocas de comando em ministérios considerados estratégicos podem acontecer, seja pela falta de resultados  ou por uma eventual negociação política, mesmo afirmando que não adota os hábitos da velha política.

Importante destacar, por fim, que quanto menor o espaço para discordância, mais ideológico é o governo e  respeitar as diferenças  é o melhor caminho para superar as divergências na aprovação das reformas no Congresso Nacional.

Infelizmente ainda é a linha adotada pelo Presidente que insiste em não aceitar que faz parte das próprias críticas que fez ao longo de sua trajetória política.

Neste sentido, deveria repensar a forma como se relaciona com a imprensa e a sociedade, quase sempre demonstrando um conhecimento raso e não muito inteligente sobre os principais problemas no país.

A campanha de 2018 já terminou e temos muito o que caminhar para superar a maior crise que o país já passou. Aliás, ele ainda não desceu do palanque, mais de um ano depois de terminadas as eleições e a briga por 2022 já começou.

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Nelson Luiz
Visitante
Nelson Luiz

O que esperar de um presidente fake???
Nem é preciso imaginar…
O resultado econômico é fake, o dito crescimento industrial é fake, o desemprego impera, seus ministros são uma piada, todos nivelados por baixo, bem ao nível do da Educação com suas pérolas ignorantes; esperamos pelo pior que está por vir!!!

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