Uma reflexão sobre a nossa relação com o dinheiro para começar bem a nova década

O dinheiro tem como sua principal função. ser meio de trocas, assim deve ser visto. Ele é um intermediário e deve assumir essa função para alcançarmos nossas metas, não ser a própria meta.

Chegamos ao último dia do ano e nesse período é comum o sentimento de renovação e reflexão , pois bem, um ponto muito importante pode ser refletirmos sobre a nossa relação com o dinheiro e sua real importância, sem sobrevalorizar e muito menos subestimar, para o utilizarmos como meio para alcançar objetivos e não tê-lo como objetivo de vida.
O ponto de partida para esse pensamento é a função da moeda, tendo a principal delas como ser meio de troca . Essa função deve ser mantida em mente para que não esqueçamos que ela é apenas um intermediário para alcançarmos o que almejamos e não o fim. Ou seja, não devemos ter como meta ter dinheiro, devemos pensa-lo como um meio para atingirmos nossas metas.
É verdade o que muitas pessoas dizem “sem dinheiro não se vive”, eu estaria sendo hipócrita se discordasse dessa afirmação, dada a configuração da sociedade que vivemos, talvez seja possível viver sem fazer uso em alguma sociedade remota com a qual não tenhamos contato ou muito conhecimento, não vem ao caso. O que vale frisar é que apenas com dinheiro também não se vive.
No mundo de hoje é possível trabalhar em qualquer lugar e a qualquer hora e isso deveria ser uma coisa boa, contudo, há um paradoxo quando olhamos para realidade que vivemos nas atuais circunstâncias. A verdade é que muitas pessoas trabalham em qualquer lugar e o tempo todo. Algumas pessoas chegam a entrar em uma situação de desespero por não poder mais conviver com a sua família, pois, a nova realidade é competitiva e a produtividade é necessária e, em alguns casos, é necessário que se seja produtivo todo o tempo. Assim, as pessoas criam padrões que apenas se sustentam mantendo esse nível de trabalho. Sair desse modo e ter mais tempo para a família seria, muitas vezes, diminuir o padrão de vida criado e o medo do mal-estar gerado a partir de tal atitude acaba por manter essa distante relação. Talvez esteja ai a necessidade de ter um orçamento e abri-lo para que todos entendam a situação e permaneçam unidos até nas decisões que acarretem em uma queda no nível de consumo. Até onde o dinheiro pode comprar seu tempo e qual o custo disso?
Logo, é importante ter em mente: o dinheiro é um meio de troca, ganhe dinheiro para usa-lo como meio para atingir seus objetivos e se lhe falta tempo para fazer o que lhe faz bem, talvez seja hora de trocar o dinheiro por um tempo a mais para si mesmo.
Para conseguir manter um equilíbrio, criar uma reserva de emergência e planejar seus momentos de folga, é importante ter um orçamento para controlar seus ganhos e despesas. Utilize o dinheiro como ferramenta para alcançar o bem-estar, pois ele é fundamental mas não essencial, essenciais são as coisas que o dinheiro não compra.

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