Comissão encontra problemas em hospitais municipais que não são geridos por OSs do Rio

Vistoria da Comissão de Saúde encontrou emergências superlotadas. Nesta quinta-feira (30), prefeito Crivella afirmou que a crise era das organizações sociais.

Uma vistoria da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores do Rio realizada nesta sexta-feira (1º) revelou que os problemas em unidades municipais não se restringem a hospitais geridos por organizações sociais. Nesta quinta-feira (30), o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, rebateu as críticas de servidora afirmando que a crise seria das OSs.

No Hospital Municipal Salgado Filho, por exemplo, pacientes usam roupa de cama – travesseiros e cobertores – levados por parentes. As fotos exibidas no RJTV foram tiradas nesta sexta durante uma inspeção da Comissão de Saúde. Ao fim das visitas em unidades do município, foi constatado que as emergências estão lotadas.

No Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, numa sala que tem capacidade para 20 pessoas, os parlamentares encontraram 52 pacientes. Em outro hospital da rede municipal, o Miguel Couto, no Leblon, uma sala de igual capacidade, 20 pessoas, havia 32 pacientes. O mesmo quadro no Salgado Filho, no Méier, onde a vistoria encontrou 38 pacientes. No local deveria haver no máximo, 14 pacientes.

Durante visita a uma obra da prefeitura nesta quinta, o prefeito do Rio foi interpelado por servidores da Saúde que reclamam das precárias condições em unidades de saúde do município. Crivella disse a uma das funcionárias que a crise não era dos “grandes hospitais” da cidade, mas sim das unidades que eram geridas por organizações sociais.

Nesta sexta, foi anunciada pela prefeitura uma compra emergencial de R$ 100 milhões em medicamento e materiais de saúde. No entanto, o vereador Paulo Pinheiro (PSOL) afirmou que faltam luvas, gesso e até algodão nos hospitais vistoriados hoje. Por isso, diretores das unidades promovem trocas para repor o que falta no estoque de cada hospital.

O parlamentar acrescentou que antibióticos não estão mais sendo distribuídos e fornecedores estão desistindo de entregar produtos e medicamentos com medo de não receberem os pagamentos. Pinheiro disse que, hoje, o estoque está “no limite”.

“Ano que vem será melhor”

Durante o evento em que anunciou a compra, o prefeito pediu compreensão. E complementou afirmando que os estoques estão sendo repostos e que os salários estão em dia. “Tenho certeza que nós vamos vencer este ano e ano que vem será melhor”, declarou.

A Prefeitura do Rio informou que a situação da Saúde municipal estará regularizada nos próximos dias. Já a direção do Salgado Filho comunicou que recebeu quatro mil peças de roupas de cama na terça-feira (28) e elas estão sendo distribuídas.

Fonte G1
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